</2020>

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Ah, 2020. Difícil fazer um resumo em ano tão complicado como esse, mas vou tentar resumir o que aconteceu de relevante nesse ano.

Fitcard

Pra começar, depois de oito anos trabalhando em agências de publicidade, mudei de emprego. Aceitei o desafio de ser Front-end Sênior na Fitcard, uma empresa que me deu uma nova visão sobre produtos digitais, pra dizer o mínimo. Embora eu não ligue para títulos como "Júnior", "Pleno" ou "Sênior", é inegável a responsabilidade que isso traz. Tive inúmeros momentos de insegurança mas ainda não consigo relacionar a isso a Síndrome do Impostor, já que na minha opinião o segundo problema é mais grave.

Voltando à Fitcard, trabalhar com produtos que impactam milhões de pessoas no Brasil era algo que eu buscava há muito tempo, quando me sentia frustrado por trabalhar em projetos que duravam no máximo dois meses e às vezes já nasciam obsoletos.

Novos aprendizados

Uma das minhas metas para 2020 era me especializar em React e todo seu ecossistema. Por isso no meio do ano fiz o bootcamp da Rocketseat, algo que me motivou a criar o Peakseekers, como explico neste post. Além disso, uma das metas que coloquei para mim no trabalho foi de ter um projeto em produção feito com React (algo que ainda não tinha acontecido na Fitcard), e isso aconteceu agora, em Dezembro 🎉

Além do React, este ano foquei em aprender Next.js, e essa foi a melhor escolha que fiz para minha carreira em 2020. Fico feliz em saber que no mesmo ano que comecei a aprender, já tenho duas aplicações em produção com um dos frameworks mais hypados do momento.

UI Designer?

Embora eu adore trabalhar com Front-end, eu na verdade queria ser "Web Designer", como era falado em 2012. Mas por uma oportunidade no meu primeiro emprego, acabei tendo que trabalhar mais com código e por consequência fui cada vez mais querendo me especializar nisso. Porém, nunca parei de acompanhar a área de Design (ou Criação como é falado em agências), e com a sorte de sempre trabalhar com ótimos designers, acabava sendo inspirado para criar coisas pequenas no Front-end.

Porém, na Fitcard acabei tendo mais liberdade para trabalhar com UI. Começou com coisas pequenas mas acabou evoluindo de forma muito rápida, e hoje já participo de projetos desde o começo, prototipando e desenhando interfaces. E aqui vai a primeira meta para 2021: Evoluir em UI. Embora eu consiga seguir tendências, ainda preciso de uma base teórica sobre o assunto, inclusive já me inscrevi em cursos sobre a área 🤗

Livros e músicas

Trabalhar nove meses em casa me forçou a criar (e seguir) uma nova rotina. Por incrível que pareça, foi o meu melhor ano literário. Da meta de 20 livros que prometi aqui, ainda sem saber o que viria pela frente, consegui ler 18. De Montanhismo à Biologia, aqui vai meu resumo de 2020:

Meus livros em 2020

Quanto às músicas, segundo o Spotify a banda que mais escutei em 2020 foi Ghost. Mas vale citar o que conheci (ou comecei escutar mais) esse ano e não sai mais das minhas playlists:

  • Run The Jewels: um duo de hip hop que fez um dos melhores discos de 2020: RTJ4. Vale citar que neste álbum há várias participações especiais, como Zack De La Rocha (Rage Against the Machine) e Josh Homme (Queens of the Stone Age).
  • Rammstein: Pois é, banda super famosa mas que só esse ano parei pra escutar sua discografia. O álbum mais recente (RAMMSTEIN) é o meu favorito.
  • New Order: Como você pode ver no rodapé desse blog, New Order foi uma das bandas que mais escutei em 2020. E confesso que não gostava muito de New Order pelo simples fato de só ter sido criado após o fim do Joy Division. Porém, não tem como negar o talento do Bernard Sumner (que vocal maravilhoso), Peter Hook e Stephen Morris.

O que espero em 2021?

Vacina!!!

E como falei acima, quero me especializar em UI, mas sem deixar o Front-end de lado. Para isso, quero continuar evoluindo junto com as novas atualizações do Next.js, e quem sabe, finalmente fazer um aplicativo nativo usando React Native.

2020 ensinou que nem tudo está ao nosso alcance. Na verdade, temos muita pouca coisa sobre nosso controle. Por isso, não coloco muita expectativa sobre o próximo ano, assim como deveria ter feito antes.

Esse foi o meu primeiro post nesse formato, e nem tenho intenção de compartilhar ele. Na verdade, será um exercício que farei todo fim de ano para extrair as coisas positivas que aconteceram e (tentar) fazer planos para o futuro.

A inspiração veio do Willian Justen, e se eu conseguir inspirar mais alguém a fazer isso, já está valendo.

No mais, feliz 2021!